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agosto 29, 2008

Ursos Polares em New York

Incrível ação criada pela Ogilvy para a Environmental Defense Fund, alertando o mundo para o aquecimento global.

Foram utilizadas esculturas infláveis de ursos polares feitas pelo artista Joshua Harris, que foram amarradas às grades de ventilação do metrô, fazendo com que os bonecos inflem e esvaziem, à medida em que o metrô movimenta-se. A idéia é mostrar que os animais estão morrendo, e incentivar o maior uso de bicicletas e menor de carros.

Confira:

julho 07, 2008

Greenpeace | WeAtheR

O Greenpeace WeAtheR, um game multiplayer, onde o objetivo é salvar o planeta das crises ambientais decorrentes das mudanças climáticas. No game, cada pessoa pode escolher um personagem, onde juntos podem criar estratégias para salvar o planeta.

















Para quem já jogou War e até mesmo Warcraft já sentiu na pele o que é jogar em conjunto com outros players e definir as melhores estratégias de ataque (nos jogos citados, os objetivos eram estratégias de guerra e defesa) - a grande idéia aqui é definir como "atacar" os principais focos de problemas ambientais que estão hoje espalhados pelo mundo.

Jogo extremamente inteligente e desafiador, também está sendo desenvolvido em versão "real", em papel e madeira reciclados e será distribuído em escolas no Brasil.


A criação do game foi da AlmapBBDO, em parceria com a Colméia e Locaweb (que levou o Leão de bronze em Cannes e FWA).

Confira:


junho 12, 2008

Meu amigo urso polar

A National Grid criou Floe, um urso polar virtual, para sua nova campanha, produzida pela agência Mullen.

Floe, no website do National Grid, quer ajudar aos visitantes a analisar e mensurar os efeitos ambientais da rotina de suas atividades diárias, como comer, beber, dirigir ou fazer escolhas do tipo de energia utilizada em casa.

Os ursos polares foram recentemente classificados como não perigosos.

A mais nova estratégia da National Grid tem o apelo "O Poder da Ação". Outras iniciativas serão introduzidas ao longo do tempo.

No site, o visitante pode interagir com Floe, ou "tornar-se amigo de outro urso polar virtual". É uma experiência interessantíssima, pois através de algumas questões que envolvem o nosso dia-a-dia, podemos conferir o impacto ambiental que causamos anualmente no habitat natural gelado dos bichinhos. É sentir na pele o que nossa descarga de CO2 no meio ambiente faz pelo simples fato, por exemplo, de deixarmos o computador ligado por mais tempo.

Vá até o site e interaja com Floe.

A campanha podemos checar abaixo:

maio 26, 2008

Mais uma para o aquecimento global

O que acontecerá com o mundo daqui a 10 anos, principalmente com as mudanças climáticas? Quanto a temperatura do Ártico aumentará, por exemplo?

Pois o governo britânico, em parceria com o Google Earth Outreach, nos darão a resposta - e ela não será nada boa.

Eles desenvolveram layers que entram na navegação do Google Earth que mostram como as regiões do mundo serão afetadas pelo aquecimento global. Um termômetro dividido por cores mostra quanto cada região será aquecida até novembro de 2099. E, como se pode imaginar, a situação não será nada boa, principalmente no Ártico, onde espera-se que haja uma elevação de, aproximadamente, 17ºC.

Além destas previsões, há diversas informações do que acontece em todas as partes do mundo, como a captação anormal pela Nasa de radiação na costa brasileira. Ou a percentagem de queda de umidade na Amazônia. Ou informações sobre as ações da WWF no Brasil.

Os dados foram levantados pelos cientistas do Britanic Antartic Survay e cruzados com o Met Office Hadley Centre, que desenvolveu e modelou as animações e as ilustrações das mudanças na temperatura.

Os dois layers, chamados "Climate Change in Our World", podem ser baixados aqui e aqui.

março 31, 2008

Mão Amarela

Os puns humanos contribuem para o aquecimento global?

Por Rafael Tonon


Boa parte dos gases que provocam o aquecimento global

sai pelo escapamento dos ruminantes


Sim, meu caro. Seus gases são fonte de poluição. Isso porque as flatulências contêm um gás chamado metano (CH4), que colabora no agravamento do efeito estufa e é 23 vezes mais danoso que o dióxido de carbono (CO2) - o principal gás-estufa.

O metano está presente no pum de quase todos os animais, já que o sistema digestivo da maioria dos bichos tem bactérias que ajudam na digestão. São elas que produzem o metano que acaba tendo que ser eliminado pelo pum (ou pelo arroto).

Mas calma. Antes de ficar segurando seus gases e maneirar no consumo de repolho, lembre-se que, no caso do ser humano, a quantidade de metano (e de gás carbônico) é tão pequena que não podemos ser considerados poluentes pelas flatulências que soltamos por aí.

"Uma pessoa emite cerca de 700 mililitros de gases por dia. Desse total, 360 mililitros são de hidrogênio, 68 de dióxido de carbono e apenas 26 são de metano", afirma o gastroenterologista Dan Waitzberg, da Faculdade de Medicina da USP. Portanto, seu pum é bem pouco danoso - pelo menos no que diz respeito ao ambiente, claro.

Não se pode dizer o mesmo das flatulências das vacas, carneiros, cabras, veados e girafas. Esses animais são os grandes emissores de metano na atmosfera. Diferentemente de nós, o pum de um desses ruminantes é uma verdadeira bomba gasosa para o planeta. Isso porque esses animais contam com um número muito maior de bactérias para ajudá-los na digestão da glicose das folhas que comem.

Dessa forma, a quantidade de metano produzida é alta no sistema digestivo de um ruminante (uma vaca, por exemplo, é capaz de emitir 250 mililitros de metano no ar por pum). Esse metano ajuda a criar na troposfera uma densa camada de gases que impede que parte do calor que incide sobre o nosso planeta seja liberada de volta para o espaço. Com isso, as temperaturas na Terra aumentam consideravelmente.

Especialistas defendem que a flatulência desses animais é o 3º fator para o agravamento do aquecimento global, com 16% das emissões de gases-estufa, só perdendo para a queima de combustíveis fósseis e de florestas - ambos responsáveis pela emissão de dióxido de carbono no ar. Lembrando que, se nós, humanos, consumimos a carne bovina em larga escala, acabamos contribuindo com a criação de gado e, portanto, com seus gases.

março 24, 2008

Aquecimento Global

O alerta dos cientistas sobre o aquecimento global e suas conseqüencias, que há poucos anos mobilizava apenas órgãos técnicos de governos e ambientalistas, hoje se tornou um tema onipresente. O combate ao aumento do efeito estufa está na retórica dos políticos e nos planos de negócios dos empresários. Virou ferramenta de marketing na publicidade e de autopromoção entre celebridades. Em todo o mundo, a possibilidade de ocorrerem catástrofes cada vez mais devastadoras por causa da elevação da temperatura no planeta é tema obrigatório nas rodas de conversa.

O efeito estufa nada mais é que o fenômeno natural pelo qual a energia emitida pelo Sol - em forma de luz e radiação - é acumulada na superfície e na atmosfera terrestres, aumentando a temperatura do planeta. De suma importância para a existência de diversas espécies biológicas, o efeito estufa acontece principalmente pela ação de dióxido de carbono (CO2), CFCs, metano, óxido nitroso e
vapor de água, que formam uma barreira contra a dissipação da energia solar. A maioria dos cientistas climáticos crê que um aumento na quantidade desses gases provoca uma elevação da temperatura da Terra.

Com o desmatamento e a queima de combustíveis fósseis cada vez mais intensos, a
concentração desses gases está aumentando, especialmente as de CO2 e metano. Desde 1800, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera cresceu 30%, enquanto a de metano aumentou 130%. Analisando camadas de gelo da Antártica, cientistas europeus descobriram que o ritmo de aumento na concentração de CO2 é impressionante: nos últimos 150 anos, o gás propagou-se pela atmosfera do planeta cerca de 200 vezes mais rápido que nos últimos 650.000 anos.

Os maiores emissores de gases responsáveis pelo efeito estufa são Estados Unidos, União Européia, China, Rússia, Japão e Índia. Entre essas nações, os Estados Unidos - responsáveis por cerca de 36% do total mundial - lideram as emissões tanto em termos absolutos como per
capita. Entre 1990 e 2002, os EUA aumentaram em 15% o nível de emissão de gases, chegando a 6 bilhões de toneladas ao ano. Para efeito de comparação, todos os países membros da UE emitiram, juntos, cerca de 3,4 bilhões em 2002. A China, terceira colocada no ranking, emitiu 3,1 bilhões de toneladas.

Há diversas evidências de que a temperatura global aumentou. Os termômetros subiram 0,6°C entre meados do século XIX e o início do século XXI - desses, 0,5°C apenas nos últimos 50 anos. Outra evidência é a elevação de 10 cm a 20 cm no nível dos oceanos nesse período. Além disso, as regiões glaciais do planeta estão diminuindo: em algumas zonas do Ártico, por exemplo, a cobertura de gelo encolheu até 40% em décadas recentes. Cientistas também consideram prova do aquecimento global a diferença de temperatura entre a superfície terrestre e a troposfera -
zona atmosférica mais próxima do solo.

Os atuais modelos científicos prevêem que, se nada for feito, a temperatura global pode aumentar entre 1,4°C e 5,8°C até 2100. Cientistas menos otimistas acreditam que a temperatura de certas áreas do globo pode subir até 8°C no período, e que, mesmo com um corte radical na emissão de gases, os efeitos do aquecimento continuarão. Isso porque são necessárias décadas para que as moléculas dos gases que já estão na atmosfera sejam desfeitas e parem de acumular
energia solar em excesso.

Os debates em torno da eficácia e precisão dos atuais modelos de previsão climática são
acalorados. Uma minoria científica crê que os sistemas computadorizados são demasiadamente simplificados, incapazes de simular as complexidades do clima real. Porém, a maior parte comunidade científica mundial defende que as atuais análises feitas em computador, apesar de precisarem ser aperfeiçoadas, já são confiáveis para simulações de futuro próximo - intervalos de 25 ou 30 anos.

Os cientistas climáticos são unânimes em afirmar que o impacto do aquecimento será enorme. A maioria prevê falta de água potável, mudanças drásticas nas condições de produção de
alimentos e aumento no número de mortes causadas por inundações, secas, tempestades, ondas de calor e fenômenos naturais como tufões e furacões. Além disso, pesquisadores europeus e americanos estimam que, caso as calotas polares derretam, haverá uma elevação de cerca de 7 metros no nível dos oceanos. Outro impacto provável é a extinção de diversas espécies animais e vegetais.

Apesar de os grandes responsáveis pelo aquecimento global serem as nações desenvolvidas da América do Norte e Europa Ocidental, os chamados países em desenvolvimento serão os que mais sentirão efeitos negativos. Isso acontecerá porque essas nações possuem menos recursos financeiros, tecnológicos e científicos para lidar com os problemas de inundações, secas e, principalmente, com os surtos de doenças decorrentes. A malária, por exemplo, deve passar a
matar cerca de 1 milhão de pessoas ao ano com o aquecimento do planeta.

Segundo as estimativas da Convenção das Nações Unidas para Mudanças do Clima (UNFCCC), a maioria das espécies atualmente ameaçadas de extinção pode deixar de existir nas próximas décadas. As projeções indicam que 25% das espécies de mamíferos e 12% dos tipos de aves seriam totalmente banidos do planeta com o aumento da temperatura, que provocaria mudanças drásticas
principalmente nos frágeis ecossistemas florestais e pantanosos.

Cientistas e engenheiros defendem que a solução para o aquecimento global exagerado está no desenvolvimento de tecnologias energéticas que emitam menos dióxido de carbono. Entre as mais pesquisadas atualmente estão a fissão nuclear, células combustíveis de hidrogênio, desenvolvimento de motores elétricos e também o aprimoramento de motores à combustão pela diminuição do consumo e pela diversificação de substâncias combustíveis. No Brasil, ganha destaque o desenvolvimento de matrizes energéticas de origens vegetais, como o etanol, o biodiesel e também o Hbio.

O protocolo de Kioto - que entrou em vigor em fevereiro de 2005 e conta com a participação de 163 nações - prevê que até 2012 seus signatários reduzam as emissões combinadas a níveis 5% abaixo dos índices de 1990. A eficácia do acordo, contudo, é limitada, pois até o momento os Estados Unidos, maior emissor mundial de dióxido de carbono, não ratificaram o pacto. Especialistas acreditam que as resoluções de Kioto apenas combatem a camada mais superficial do problema do aquecimento global.

março 16, 2008

Gelo nunca derreteu tão rápido

Glaciar San Rafael, Patagônia chilena
O Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente alertou neste domingo que as geleiras e glaciares de todo o planeta estão derretendo rapidamente, num ritmo nunca antes visto. O aviso consta em um novo relatório da entidade, feito a partir de dados sobre o aquecimento global coletados por cientistas da Universidade de Zurique (Suíça). De acordo com o documento, de 30 geleiras pesquisadas em todos os continentes, a perda de gelo alcançou nível recorde em 2006 em nove delas.

Em média, os glaciares estudados perderam o equivalente a 1,4 metro de espessura gelo de 2005 para 2006. Um ano antes, de 2004 para 2005, a redução havia sido de meio metro. Pior: entre 1980 e 1999, a média de derretimento anual foi de apenas 0,3 metro.

Segundo o relatório, a maior perda ocorreu na geleira Breidablikkbre, na Noruega, cujo gelo diminuiu 3,1 metros somente em 2006. Já na Áustria, o glaciar de Grosser Goldbergkees perdeu 1,2 metro em 2006, contra 3 metros de redução de Ossoue, na França. No Himalaia a situação é semelhante. A única exceção relatada pela ONU é a geleira de Echaurren Norte, no Chile, que tornou-se mais espessa de 2005 para 2006.

Mesmo assim, a entidade alertou que na América do Sul, o desaparecimento de geleiras pode acabar criando problemas de fornecimento de energia nas próximas décadas. Muitas barragens hidrelétricas foram construídas em rios alimentados diretamente por glaciares.

Imagem de uma geleira da Antártica feita no fim de 2007













Fonte: vejaonline.abril.com.br